A programação do XI ENAPORT contou com o Painel 4, que abordou o tema “Inovação e Tecnologia – Vetores de Eficiência e Transformação no Sistema Portuário”. O debate teve como objetivo apresentar soluções e experiências capazes de impulsionar a eficiência operacional, a digitalização e a competitividade do setor portuário brasileiro.
O painel foi coordenado por Daniel de Matos Pereira, presidente do SINDOMAR e coordenador-adjunto do Comitê Técnico Permanente de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da FENOP. Participaram das discussões Tetsu Koike, diretor de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos; Cauim Lopes, diretor de Operações da AGEO Terminais; e Bruno César de Brito Santos, diretor de Novos Negócios do Grupo AGEMAR.
Durante sua apresentação, Tetsu Koike destacou que a inovação deve ser encarada como um elemento estratégico para o futuro do setor portuário brasileiro, especialmente diante do crescimento constante da movimentação de cargas e da necessidade de ampliar a eficiência das operações.
“Mas é justamente para dar esse grito, dar esse alerta, que precisamos repensar alguns paradigmas que ainda defendemos como se fossem a última verdade do universo”, afirmou.
O representante do Ministério de Portos e Aeroportos também apresentou iniciativas voltadas à promoção da inovação no setor, como o Programa Inova Portos, as Caravanas da Inovação Portuária e o Navegue Simples, destacando a importância de construir uma cultura permanente de inovação nos portos brasileiros.
Ao longo do debate, Tetsu ressaltou ainda que investir em inovação vai muito além da aquisição de equipamentos ou tecnologias, exigindo mudanças culturais, planejamento e capacidade de adaptação às transformações do mercado.
Representando a iniciativa privada, Cauim Lopes abordou o papel das novas tecnologias na melhoria dos processos operacionais e na busca por maior eficiência das atividades portuárias.
“Cabe a nós fazer uso de toda essa gama de tecnologias e dispositivos que hoje temos à nossa disposição, como a inteligência artificial, para incorporá-los ao dia a dia e aprimorar continuamente nossas operações”, destacou.
Os participantes também discutiram os desafios relacionados à transformação digital, à modernização da infraestrutura e à necessidade de integração entre inovação, gestão e qualificação profissional para atender às demandas futuras do setor.
Durante o painel, ficou evidente o consenso de que a inovação deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade, essencial para garantir a competitividade, a eficiência operacional e a sustentabilidade do sistema portuário brasileiro nas próximas décadas.
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Assessoria de Comunicação FENOP