A gestão da mão de obra portuária e os desafios da modernização do setor estiveram no centro das discussões do Painel 10 do XIV CONOGMO. Com o tema “OGMOs – Iniciativas e Programas para Atendimento da Modernidade Portuária e Competitividade do Trabalho Portuário Avulso e Vinculado”, o encontro reuniu representantes dos Órgãos de Gestão de Mão de Obra (OGMOs), lideranças do setor e representantes dos trabalhadores para debater propostas voltadas ao fortalecimento da atividade portuária.
A atividade foi coordenada por João Emmanuel Poggi de Lemos Neto, diretor-presidente do OGMO Suape e coordenador do Comitê Técnico Permanente dos OGMOs da FENOP. Participaram das discussões Evandro Schmidt Pause, diretor executivo do OGMO Santos; Claudiomiro Machado, vice-presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP); Shana Carolina Colaço Vaz Bertol, diretora executiva do OGMO Paranaguá; e Wagner Luiz Feu Carvalho, gerente executivo do OGMO Espírito Santo.
Durante sua apresentação, Evandro Schmidt Pause destacou a importância dos investimentos em qualificação profissional para atender às novas demandas do setor portuário.
“Recursos para fazer centros de treinamento existem. A FENOP tem um papel importante nisso, liderando e organizando, junto ao SENAT, não apenas a mudança do programa de treinamento, que precisará ser discutida e estruturada, mas também a ampliação da qualificação dos trabalhadores. Acho que esse é um dos pontos que precisamos enfrentar”, afirmou.
O executivo também chamou a atenção para o perfil etário da mão de obra portuária. Segundo ele, somente em Santos existem cerca de 6 mil trabalhadores cadastrados no OGMO, dos quais aproximadamente 30% possuem mais de 60 anos de idade.
Diante desse cenário, Evandro ressaltou a necessidade de discutir mecanismos que garantam a renovação da força de trabalho, sem deixar de considerar alternativas para os profissionais que já atuam no sistema.
“Também precisamos pensar em uma saída digna para os trabalhadores que estão no sistema hoje”, pontuou.
Representando os trabalhadores portuários, Claudiomiro Machado defendeu o fortalecimento dos investimentos em qualificação profissional e segurança no trabalho. Segundo ele, muitos dos desafios enfrentados atualmente na formação da mão de obra decorrem da ausência de investimentos estruturados ao longo dos anos.
“Se hoje o trabalhador não possui toda a experiência e qualificação que deveria ter, isso acontece porque não houve a atenção e o investimento necessários desde o início”, afirmou.
O dirigente também destacou a necessidade de ampliar os investimentos voltados à capacitação dos profissionais e ao fortalecimento das estruturas de gestão da mão de obra portuária.
“Invista mais em segurança, invista mais em qualificação, invista mais nos OGMOs”, ressaltou.
Já a diretora executiva do OGMO Paranaguá, Shana Carolina Colaço Vaz Bertol, destacou a importância da atuação integrada entre os OGMOs para enfrentar os desafios comuns do setor.
Segundo ela, a modernização dos portos passa necessariamente pela valorização da mão de obra e pela compreensão do papel estratégico desempenhado pelos trabalhadores nas operações portuárias.
“Para que possamos ter um porto competitivo, precisamos parar de enxergar a mão de obra como um problema e entender que ela é uma parte importante e estratégica para que tenhamos um porto eficiente e que se destaque”, afirmou.
Ao longo do painel, os participantes debateram temas relacionados à qualificação profissional, à sucessão geracional, à modernização dos processos de gestão da mão de obra e ao fortalecimento dos OGMOs diante das discussões sobre a revisão do marco legal portuário.
Todas as fotos do evento estão disponíveis para download por reconhecimento facial no site:
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Assessoria de Comunicação FENOP