Painel 9 do XIV CONOGMO debate equidade e remunerações sob a ótica do Tribunal Superior do Trabalho

Equidade, remuneração e relações de trabalho estiveram no centro das discussões do Painel 9 do XIV CONOGMO, realizado na manhã de quinta-feira (11/06). O encontro reuniu as ministras do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Morgana de Almeida e Liana Chaib, para debater a interpretação da legislação trabalhista e os entendimentos consolidados da Corte sobre temas relacionados às relações de trabalho e à remuneração.

A atividade teve como anfitriã Silvana Alves, assessora jurídica do OGMO Paranaguá.

Durante sua apresentação, a ministra Morgana de Almeida trouxe reflexões sobre os desafios ainda enfrentados para a promoção da equidade remuneratória entre homens e mulheres no mercado de trabalho brasileiro. A magistrada destacou que uma das principais diferenças de rendimento surge a partir da maternidade, especialmente após o nascimento do primeiro filho.
“Atualmente, a diferença de rendimento entre mulheres e homens que exercem a mesma profissão ocorre, em grande parte, após o nascimento do primeiro filho. Homens e mulheres caminham em igualdade em um primeiro momento, mas o nascimento do filho e as condições relacionadas à gravidez, à amamentação e aos demais aspectos ligados à maternidade acabam gerando uma ruptura na trajetória profissional das mulheres”, afirmou.

Durante sua apresentação, a ministra também trouxe dados sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Segundo ela, estudos apontam que, mantido o ritmo atual, seriam necessários cerca de 162 anos para que se alcance a igualdade remuneratória entre homens e mulheres.

Ao comentar o cenário, a magistrada observou que o dado causa preocupação. “A sensação que dá é de desalento absoluto”, afirmou.

Na sequência, a ministra Liana Chaib abordou temas relacionados ao trabalho portuário avulso, discutindo aspectos da legislação trabalhista e entendimentos jurídicos aplicáveis ao setor, especialmente em questões envolvendo remuneração, adicional de risco e a interpretação dos direitos dos trabalhadores portuários.

Ao longo do painel, foram discutidos os desafios para a promoção da equidade no ambiente de trabalho, bem como os fatores que ainda contribuem para a desigualdade de oportunidades e de remuneração entre homens e mulheres.

As exposições reforçaram a importância do debate sobre equidade no ambiente corporativo, tema que tem ganhado cada vez mais relevância nas organizações públicas e privadas, contribuindo para a construção de relações de trabalho mais inclusivas e equilibradas.

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Assessoria de Comunicação FENOP